Não sei vocês, mas a vida me permitiu ter Primos que foram e são verdadeiros irmãos e irmãs.
Até porque, em grande parte da minha vida, fui criado e construído na casa de Dona Antonieta e do Garoto, Aluísio Lucena, ela na sua paciência e resignação me mostrou que a vida precisava de tempo para se concretizar e ele me desvendou os caminhos da intelectualidade junto com minha Mãe, Dona Zélia.
Na casa deles, me senti não só acolhido, fui partícipe. Além de Dona Toinha e do Garoto, meus dois Primos e duas Primas me moldaram.
Escreverei sobre eles, começando por Toinho, talvez por ser o mais novo e próximo de mim nos anos, tivemos uma proximidade de convivência e ideias, separadas pelo tempo e circunstâncias. Busquei sempre me aproximar de Toinho, talvez seja inconscientemente como uma forma de contato indireto com meu irmão mais velho, Braulito, intangível como alguns irmãos mais velhos o são em alguns momentos de nossas vidas, pois Toinho era atleta como ele e assim próximos, e, eu, criança, o via como uma forma de acesso ao inacessível. Porém, Toinho sempre foi mais do que isto, na verdade era o meu contato com o mundo deslumbrado na mente juvenil, era o meu espelho nos gostos musicais, na forma de vestir e também naquilo que eu jovem na época buscava: o jeito descolado de viver.
Agora escreverei sobre Alba, minha outra prima, que nas minhas lembranças sempre me vem à memória da mesma vindo de SP, para mim alguém no início desconhecida, mas o tempo, sempre ele, nos aproximou, nos tornou próximos e me trouxe, Marcão seu sempre companheiro, como mais um primo e irmão que o mundo me permitiu, mesmo que a distância entre as cidades de moradas não nos permita ser mais próximos, continuo cônscio de que com eles encontrarei o aconchego que buscarei em caso de turbulências.
Meu Primo/irmão mais velho, Beto ou seria Geraldo? Piada interna. Beto foi junto com meu saudoso irmão Braulito, quem me ensinou que a Família tem que ser acima dos sentimentos momentâneos, pois os sentimentos passam, mas as relações familiares são eternas.
Agora escreverei da minha irmã mais velha, também prima, Ana Maria, me permitam, os melhores entre os maiores, ficam por último.
Ana Maria, ou Novinha, como carinhosamente a chamo, sempre foi um esteio, um aconchego quando o tempo não me permitiu a presença de minhas Mães.
Verdade… tive muitas, além de Dona Zélia, minhas Tias, me foram como Mães.
Ela sempre foi para nós um Porto Seguro, a nos resguardar do além mar. A guarita dos dias inseguros, imprecisos e difíceis.
Por fim, quero pedir permissão a meus outros primos e primas, e, dizer que tenho o privilégio de poder compartilhar não só momentos, mais uma vida com eles.
Concluo dizendo que não são primos ou irmãos, são os dois.
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Parabéns Fábio pela excelente reflexão, fico feliz por ter participado desse momento