A Pandemia tem sido catastrófica no mundo inteiro, principalmente pelas perdas dos entes queridos, aqui presto minha solidariedade, e economicamente houve uma crise sem precedentes recentes, desempregos em massa, ruínas e falências de empresas e o aumento desenfreado da fome. Aqui no Brasil não poderia ser diferente, pois temos um Governo Federal que negou a ciência e não agiu com a vacinação como deveria, lamentavelmente temos mais de 600 mil mortes decorrentes do Covid-19 e a volta de milhões de brasileiros e brasileiras para abaixo da linha de pobreza.
Recentemente aquilo que era para ser o usual adotado pelo governo se tornou motivo de mais uma polêmica que pode trazer danos irreparáveis à vida de muitos brasileiros e brasileiras, neste caso as crianças. O grande debate promovido pelo Presidente da República e o seu Ministro da Saúde que, pasmem, é médico, porém não age como um e sim como um medíocre defensor da saúde pública e um excelente defensor de seu cargo, foi se a vacinação de crianças deve ser feita ou não? Ora se a Anvisa e a OMS recomendam, que são os órgãos referência no tema, o correto não seria ‘quando começa’ ao invés de ‘se vai começar’?
Discussão inútil e que só deixa mais vulneráveis nossas crianças e o restante da população. É notório que quando a vacinação aumentou no Brasil as mortes diminuíram e as infecções também, ou será que os negacionistas da ciência e os seguidores do nefasto Presidente discordam disso também? A insanidade é tal que se procura argumento nos casos pontuais, pontuais sim, porque há de se considerar o universo geral da amostragem e também uma análise cientifica para se comprovar uma teoria, está aí a ciência de novo para esclarecer. Fatos estes que são ignorados quando se quer comprovar uma teoria estapafúrdia baseada nos WhatsApp recebidos pelos inúmeros grupos criados para difundir as ideias desprovidas de comprovação real ou nas informações tiradas do Instagram e do Facebook, bom ser dito que não acredito que as redes sociais tragam somente desinformações e desserviços para a sociedade, porém é inconteste que as mesmas têm sido usadas por alguns grupos para fazer exatamente isso. Tudo isso com a turba ignóbil fazendo questão de contribuir diuturnamente para tal difusão.
Recentemente encontrei pelas redes àqueles que se julgam os arautos da moral e bons costumes, alguns deles não passam de sepulcros caiados, defendendo o indefensável, o absurdo de um tenista querer entrar a fórceps em um País, diga-se que não é o seu, sem estar vacinado e sem nenhuma preocupação com as regras sanitárias adotadas lá. Total desrespeito aos familiares das pessoas que morreram em decorrência da Covid-19.
Gostaria ainda de fazer um questionamento: vocês sabem por que a Varíola é a única doença erradicada no mundo? Segundo Natalia Pasternak, doutora em Microbiologia pela USP e presidente do Instituto Questão de Ciência (IQC), em matéria publicada no Estadão “A única doença que podemos considerar erradicada globalmente é a varíola, pois ela não circula mais em nenhum país”, tanto é que a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a erradicação da varíola do planeta em 1980. Porque isto aconteceu? Pelo óbvio ululante: vacinação em escala global.
Como estamos escrevendo sobre vacinação em crianças infelizmente a poliomielite e o sarampo podem ter risco de aumentos dos casos em todo o Brasil. Porque segundo especialistas isso ocorre devido algumas doenças mesmo sendo consideradas controladas, pois não circulam mais em boa parte do mundo o vírus ainda é encontrado em algumas localidades. No Brasil, o último caso notificado de poliomielite foi em 1989. “A vacinação é o único caminho para prevenção dessas doenças”, afirma Adriana Maria Paixão, infectopediatra da Beneficência Portuguesa de São Paulo. Em 1994 o Brasil conquistou o certificado da OMS de eliminação da poliomielite. “Se um país consegue controlar uma doença, há uma vacinação por trás dela e, também, uma campanha eficaz”, salienta Carla Kobayashi, infectologista do Hospital Sírio-Libanês.
Segundo dados do Ministério da Saúde, o imunizante do tríplice viral (faz a prevenção contra sarampo, caxumba e rubéola) passou de um índice de cobertura de 96%, em 2015, para 79%. “O Brasil havia recebido o certificado de eliminação do sarampo da OMS, em 2016, mas perdeu em 2019, com o surto que foi registrado no ano anterior”, explica Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Porque será que isto aconteceu? Isso só aconteceu pela falta da vacinação!
No Brasil no ano de 2019 começou a vir à tona o negacionismo da ciência e o disparate da vacinação não obrigatória. E, isto resultou numa parte da população, cada vez menos, felizmente, relutante em se vacinar. Precisamos intensificar campanhas de vacinação dos diversos imunizantes e prioritariamente a da Covid-19. Salvemos vidas!
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