O Dia das Mães sempre foi, na minha perspectiva, um catalisador de boas lembranças. Este não seria diferente, mesmo no momento de isolamento social, que nos exige vivenciar um dia das Mães bem diferente de outrora. Hoje, os beijos e abraços são mais virtuais que presenciais, porém não os deixa diminuídos em afeto e carinho. No meu caso, lamentavelmente, já o vivo há alguns anos sem a presença física de minha inesquecível e saudosa Mãe Zelia Maia.
Lembrar da minha Mãe é voltar ao tempo em que eu ficava sempre na expectativa de, na volta para a Casa Materna, dizer as minhas últimas andanças, descobertas e momentos vividos, e como sempre perceber sua atenção a cada detalhe contado, mas além disso reencontrava também com os aromas e os sabores peculiares de minha casa.
Ah os sabores, sempre eles a me inundar de maravilhosas lembranças: do filé ao molho de madeira, da lasanha, farofa d’água, camarão na moranga, costela de porco e para arrebatar a não menos deliciosa torta de castanha. Degusto até hoje no meu imaginário que não me permite, felizmente, deixar de senti-los, e assim a cada garfada mental percebo a presença de minha Mãe, pois bem sabemos que Mãe, mesmo que fique longe dos olhos, sempre estará perto ou melhor dentro do coração.
Penso que cada um de nós termina tendo esta ligação quase que umbilical com os aromas e sabores de nossas casas. Nossas Mães geralmente se tornam as nossas primeiras chefs e não há como competir com a comida feita por elas.
Sentimentos diversos me transbordam agora, enquanto escrevo. A memória me leva a caminhos que jamais percorrerei novamente, mas o Criador me oportunizou ter vivido. Por isto tudo agradeço a Mãe que tive e desejo a vocês que aproveitem todos os momentos que tenham com as suas.

Vc escreve sonhos maravilhosos.