Difícil escrever quando o coração e a mente insistem em não assimilar o sentimento inefável da despedida. Meu Pai, Bráulio Maia, fez sua passagem no último dia 08 de julho. Um dia de difícil aceitação, porém de certezas de dever cumprido e exemplos deixados. Papai se foi em Paz consigo, conosco e na certeza do reencontro com Mamãe, Braulito, Socorro e Xenia. Que reencontro!
Imagino as lembranças atualizadas e as gargalhadas contagiantes. Fico a pensar como a vida é rápida e inexata. Logo eu, um matemático numa família de matemáticos, a constatar a imprecisão do viver, mas sabedor da consistência da presença e do sentir. Meu Pai, O Bonitão como o chamava, era um homem embrutecido pela vida, mas sempre terno pelo amor demonstrado a sua moda, como dizia, nas atitudes, gestos e no sorriso receptivo e cativante.
Papai, fica difícil escrever sobre você, pois a nuvem inebriante das lágrimas encobrem o papel da escrita. Porém, o caminho das palavras são norteados pela bússola dos sentimentos a guiar minhas mãos. Sinto falta a cada momento dos olhares que trocamos demonstrando nossas confidências e companheirismos, e de nossos sorrisos a nos lembrar que a vida nos trouxe e nos leva sempre, porém nos deu seu maior presente: a convivência entre nós.
Demorei a escrever sobre sua Partida, sobre agradecer no dia do meu aniversário a todas e todos que me desejaram felicidades e também sobre o dia dos Pais, pois a dor de sua ausência precisava ser pelo menos aplacada. As perdas que tive nos últimos anos só não me paralisam porque vocês deixaram dentro de mim a certeza de que a vida segue e que com seus exemplos meu caminho se torna mais suave.
Beijos eternos de um coração e mente saudosos aos abraços, aos beijos e aos sorrisos de vocês: Mamãe, Papai, Socorro, Braulito e Xenia. Meus Pais, Meus Irmãos e uma parte de mim que se foi e continua eterna.
